Mãe voltou para casa chorando por não ter conseguido a vaga. Creche diz que no momento não tem as condições necessárias para receber a criança
Uma família denuncia que uma criança de 3 anos não foi aceita em uma creche de Ji-Paraná (RO) por ser autista. Segundo os pais, Gedeilson da Silva e Tatiane Costa, no momento da matrícula os servidores tiveram acesso ao laudo do filho Bryan e não foi permitido que ele ingressasse na instituição.
Eles dizem que a recomendação de colocar a criança em uma creche veio de uma neurologista, pois isso iria estimular a socialização, um processo necessário para qualquer aluno, principalmente para aqueles que têm autismo.
O objetivo também é que Bryan consiga atendimento no Centro de Autismo, local com cuidados específicos, mas segundo a mãe, é necessário que ele esteja estudando em uma creche pública para ingressar na entidade.
"Surgiu essa vaga na creche Cantinho do Céu. Eu levei todos os documentos na última segunda-feira, no horário que pediram. Lá eles me deram formulários para preencher. Até que olharam o laudo médico dele e a moça perguntou 'mas ele é autista?'. Eu disse que sim e ela saiu da sala. Quando voltou disse que a vaga já tinha sido ocupada na sexta-feira. Nessa hora eu já estava preenchendo o formulário da matrícula", explicou a mãe, Tatiane Costa.
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Bryan brincando com celular em Ji-Paraná, RO — Foto: Rede Amazônica/Reprodução
"Ela foi fazer a matrícula e eu fiquei em casa com o Bryan, depois ela voltou chorando, tremendo e me contou. Foi muito triste. É sofrido", lembrou o pai.
A família morava em Guajará-Mirim (RO) quando identificaram que Bryan tem o quadro de Transtorno do Espectro Autista, eles se mudaram para Ji-Paraná em agosto deste ano, na tentativa de melhores condições para cuidar da criança.
A creche Cantinho do Céu é uma unidade filantrópica, tem convênio com a Prefeitura de Ji-Paraná. Os responsáveis pela creche informaram que, no momento, não têm as condições necessárias para receber a criança.
Em Porto Velho
Um caso parecido aconteceu em uma escola filantrópica de ensino fundamental de Porto Velho em agosto deste ano. Gustavo Berillo, de 9 anos, retornava para a aula presencial, mas foi barrado pois não havia cuidador.O desabafo da mãe, Mabel Colares, ganhou repercussão nas redes sociais. Durante uma live do apresentador Marcos Mion, Gustavo ganhou uma vaga para estudar na rede municipal de Porto Velho.
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Mãe e filho em frente a escola após aluno ser convidado a se retirar por falta de cuidador — Foto: Redes sociais/Reprodução